10 de dez de 2009

Monte Moriá


Cúpula da Rocha ou Domo da Rocha é um dos nomes atribuídos aos alicerces em que estão apoiadas as fundações localizadas no subsolo da Mesquita de Omar, em Jerusalém, Israel. Segundo as estimativas de historiadores mais minuciosos, sob essas fundações existe uma "rocha sagrada", localizada exatamente sob a cúpula da mesquita de Omar. Ou seja, no cume de um altiplano denominado Monte Moriá existe uma construção que inscreve um altar usado em sacrifícios. Além do interesse religioso, a vistosa cúpula toda dourada é parte integrante da paisagem de Jerusalém patrimônio da humanidade reconhecido pela Unesco como interesse histórico, turístico e arquitetônico.


O edifício é um santuário que guarnece o altar de sacrifícios usado por Abraão
, Jacó e outros profetas que introduziram o holocausto nos rituais judaicos. Davi e salomão também consideraram o local sagrado.
A Cúpula da Rocha
recebeu esse outro nome devido à grande rocha circunscrita a ela que foi usada em sacrificios — atualmente protegida no interior da Mesquita de Omar — e constitui uma das razões pelas quais a cidade de Jerusalém é considerada Cidade Santa por várias religiões.
Segundo a tradição judaica, foi nessa rocha que Abraão preparou o sacrifício do seu filho Isaac a Deus e onde, mil anos antes de Cristo,
o rei Salomão construiu o primeiro templo.

Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn 22:2)


"Os sábios de Israel pergunta­ram: - 'Por que este monte se chama Moriá?' - Porque vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade."


Hoje, Moriá poderia ser chamado "Montanha das Lá­grimas". Do Templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amargu­ras. O Muro das Lamentações é o último resquício da gló­ria passada de Israel.

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